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O Último sarau – uma peça de corpo presente é o mais novo trabalho do grupo, com direção de Roberto Mallet e fruto de um processo de criação coletiva. Esta comédia-dramática evoca a memória de uma realidade cultural interiorana distinta da de grandes centros e marcada por uma produção artística que, por ser menos sujeita a interferências estilísticas e transformações vanguardistas, reflete, com mais fidelidade, as características dessas comunidades, das quais é emblemático o sarau lítero-musical, levado à cena neste espetáculo.

 

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  • Fotos

    Encontre fotos do espetáculo em alta resolução na nossa sala de Imprensa.

 

  • Encenação

    Meu primeiro trabalho com os Geraldos foi Números, em que homenageamos, na figura de um grupo de circo mambembe, o artista popular, cuja vida é uma contínua e sacrificial doação, na árdua tarefa de levar a seu público um pouco de alegria e uma boa dose de amor. Um cântico de louvor à multidão de artistas descartados pela cultura de massa.

    Neste segundo espetáculo, voltamo-nos para outros artistas, tão descartados quanto os primeiros, porém menos palpáveis, já que sua lembrança depende da vitalidade da cultura e do amor à tradição. Não é possível uma vida rica e exuberante se desprezamos – mais ainda, se ignoramos – nossa história, as grandes obras de arte, as conquistas e os valores que construíram a civilização de que alegremente desfrutamos e que despreocupadamente destruímos.

    Nesta peça de corpo presente, temos a pretensão de tornar presente um pouco da alma do nosso povo, de contribuir para a sua ressurreição, lembrando que o futuro depende, em boa medida, do que fazemos hoje com o nosso passado.

    Roberto Mallet.

 

  • Sinopse

    A morte do diretor artístico do Grupo Arte & Vida, que por trinta anos promoveu saraus, peças e eventos culturais em uma pequena cidade,é ocasião para um último sarau com a sua presença. Poemas, canções e cenas que fizeram parte da história do grupo são apresentados em uma despedida alegre que, ao evocar memórias e afetos, conduz a uma reflexão sobre a vida, o amor e a arte.

 

  • Processo de Criação

    Buscamos evocar a memória de um tempo em que a tradição cultural permeava o cotidiano das pessoas e encontramos o sarau lítero-musical como uma forma que reflete, com mais ingenuidade e menos rebuscamento, os rastros das manifestações icônicas tão esquecidas pela cultura de nossos dias.

    Durante o processo de criação,  apostando no resgate da tradição artística ocidental – da música, do teatro e da literatura -, visitamos o legado de expoentes como Camões, Anton Tchekhov, Leon Bloy, Nara Leão, Cecília Meireles, Shakespeare, Pena Branca, entre outros. Partimos, então, para a elaboração de tipos caipiras, nascidos entre as décadas 30 e 60, que estivessem imbuídos dessas referências: a construção das relações entre eles, com o artista falecido e com as obras levou a uma dramaturgia que, ao retratar a condição desses personagens, aponta a precariedade cultural de nosso tempo, em que, embora a tradição se mantenha íntegra nos livros, não são mais que seus vestígios o material com que nos relacionamos. Na tensão entre essa fragilidade e o impulso de resistir – apesar de tudo, realizar sua arte -, chegamos então a situações em que o riso e o choro se mesclam e se fundem em atmosfera nostálgica.

 

  • Ficha Técnica

     

    Direção

    Roberto Mallet

    Assistência de direção

    Douglas Rodrigues Novais

    Elenco

    Carolina Martins Delduque

    Douglas Rodrigues Novais

    Jaqueline Pascholati Dalio

    Julia Cavalcanti Santos

    Maíra Coutinho Herrissé

    Marina Milito

    Paula Mathenhauer Guerreiro

    Trilha sonora

    Os Geraldos e Roberto Mallet

    Iluminação

    Douglas Novais

    Figurinos

    Os Geraldos

    Cenografia e Elementos cênicos

    Roberto Mallet

    Eduardo Caiuby Novaes

    Helô Cardoso

    Dramaturgista

    Rafael Ary

    Preparação musical

    Felipe Lesage

    Arte gráfica

    Vanessa Cavalcanti

    Assessoria de Comunicação

    Paula Mathenhauer Guerreiro

    Operação de Luz e Som

    Lucas Gonzaga

    Fotografia

    Lucas Gonzaga

    Produção

    Roberta Postale e Os Geraldos

 

  • Necessidades Técnicas

    Classificação: livre

    Indicação: 14 anos

    Duração: 60 minutos

    Observação: O espetáculo começa com a recepção do público no espaço da platéia no momento de sua entrada, os personagens convidam o público a subirem no palco. Após essa breve recepção e circulação, um dos atores inicia a apresentação dizendo os avisos e normas do teatro. Caso o teatro tenha um padrão para a realização dos avisos (áudio, vídeo etc) solicitamos que o texto seja passado para que o grupo o faça.

     

    Espaço Cênico:

    - Espaço cênico necessário: 6m x 5m.

    - Mesa com altura padrão (80cm) e tampo medindo aproximadamente 1m X 2m.

    - 7 cadeiras de madeira.

    Observação: caso o teatro não disponha de cadeiras e mesa com estas dimensões, o grupo se responsabiliza por levá-las.

     

    Iluminação:

    - Geral Branca: 4 PC’s de 1000W

    - Geral Âmbar: 4 PC’s de 1000W (referência de filtro: Supergel # 20)

    - Contra Âmbar: 4 PC’s de 1000W (referência de filtro: Supergel # 20)

    - Contra Azul: 4 PC’s de 1000W (referência de filtro: Supergel # 56)

    Afinação: geral, incidindo sobre o espaço de representação

    - Reforço Geral Branca: 4 PC’s de 1000W

    - Reforço Geral Âmbar: 4 PC’s de 1000W (referência de filtro: Supergel # 20)

    Afinação: circunferência sem delineamento de aproximadamente 3m de diâmetro, à frente e centralizada

    - Foco Pino Fundo: elipsoidal 1000W

    - Foco Pino Fundo Azul: elipsoidal 1000W (referência de filtro: Supergel # 20)

    Afinação: foco pino incidindo sobre mesa ao fundo, a aproximadamente 4m do proscênio

    - Foco Centro Fundo: elipsoidal 1000W Afinação: foco com angulação frontal, centralizado e ao fundo, a aproximadamente 4m do proscênio

    - Foco Proscênio esquerda: elipsoidal 1000W Afinação: foco com angulação frontal, à esquerda do proscênio

     

    Som: – Notebook, DVD ou aparelho de som, 2 caixas de som e cabeamentos necessários.

     

    Necessidades diversas:

    - Ferro de passar disponível durante período de montagem.

    - Garrafa térmica com café à disposição dos técnicos.

     

    Tempo médio de montagem:

    Montagem de Cenário e afinação de luz: 4 horas

    Desmontagem: 40 minutos

    Ensaio Técnico: 50 minutos

     

    Carga/ cenário:

    Peso aproximado: 90 kg – Volume: 1,3m3

    Descrição da carga: 02 mesas de madeira desmontáveis, 7 cadeiras desmontáveis, 01 bolsa contendo boneco de 1,70m de altura, compensado desmontável de 0,2mX1,90m com flores de plástico, 2 caixas organizadoras contendo maquiagens, elementos cênicos e figurinos.

 

  • Histórico Resumido

     

    A estréia da peça O Último sarau – uma peça de corpo presente aconteceu em agosto de 2014 no Teatro Castro Mendes – Campinas. No mesmo ano participou do Festival Cultural de Inverno de Cosmópolis, se apresentou no SESC Campinas e no Festival de Teatro de Penápolis-SP. Participou também do Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa (PR) e FESTE de Pindamonhangaba-SP, no qual recebeu os prêmios de Melhor Atriz (para o conjunto de atrizes) e Prêmio pela Pesquisa (especial do Júri).        

    Em 2015, o espetáculo participou do Circuito Cultural Paulista, passando pelas cidades de: Sertãozinho, Cubatão, Presidente Epitácio, Regente Feijó, Pompéia e Santa Cruz do Rio Pardo; do Festival Janeiro Brasileiro da Comédia (São José do Rio Preto-SP), da XI Mostra de Teatro de Presidente Prudente e ainda passou pelo sesc de Ribeirão Preto. 

     

 

  • Teaser

     

     

 

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