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Números

Como surgiu Números?

Números surgiu do desejo de fazer um “teatro popular”, que possa atingir um público extenso e variado. Aliado a isso estava nosso interesse pela linguagem cômica sob o ponto de vista do trabalho do ator e dos mecanismos de revelação que envolvem a manifestação do riso:

“O clown representa uma situação de desnível, de inadequação do homem frente à vida. Através dele exorcizamos a nossa impotência, as nossas contradições e principalmente, a luta ridícula e desproporcional contra os fantasmas do nosso egoísmo, de nossa vaidade e de nossa ilusão.”

                                                                                         Federico Fellini

O projeto, que nasceu como uma montagem de formatura do Curso de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Campinas, desdobrou-se na construção deste espetáculo, na criação do grupo teatral Os Geraldos e na formação do núcleo de pesquisa Dramatúrgica das ações Cênicas: O tipo cômico na construção da poética do ator, vinculado ao CNPQ.

 

 

  • Fotos

    Você encontrará fotos em alta resolução para download na nossa Sala de Imprensa

  • Encenação

    Quando o grupo de alunos que hoje integra Os Geraldos me procurou, em junho de 2007, para orientar sua pesquisa sobre o jogo e sobre os tipos cômicos, propus uma encenação que traduzisse metaforicamente a situação destes mesmos alunos: um grupo de artistas mambembes apresenta uma série de números, explorando como material para a cena suas virtudes artísticas e também suas dificuldades e angústias, de maneira que o espetáculo resultasse como um testemunho (e uma reflexão) sobre seus anos de aprendizagem na arte teatral e sobre suas inquietações e projetos artísticos. Há de fato vários aspectos comuns aos pequenos circos mambembes e aos grupos teatrais que atuam hoje por este Brasil afora: precariedade material, nomadismo, espetáculos baseados nas habilidades e virtuosismos dos artistas, amor incondicional ao ofício e ao público… A encenação resulta então como uma orquestração dos vários números criados pelos atores para seus personagens/tipos. Um espetáculo que traduz o amor do artista por seu público e que, apostando no talento humano para realizar essa alquimia transforma a pobreza de recursos materiais em arte, torna-se uma metáfora não apenas da situação do artista de teatro hoje, mas do próprio povo brasileiro, também ele um alquimista que transforma sua miséria material em arte, alegria e beleza.

                                                                                                                Roberto Mallet

  • Sinopse

    Números é uma comédia em que um grupo de artistas mambembes se multiplica em diversas funções para apresentar uma série de números inspirados na tradição circense.
    Um espetáculo que traduz o amor do artista pelo seu público e que, apostando no talento humano para realizar esta alquimia que transforma a pobreza de recursos materiais em arte, torna-se uma metáfora não apenas da situação do artista hoje, mas do próprio povo brasileiro. Também ele um alquimista que transforma sua miséria material em arte, alegria e beleza.

    Classificação: 14 anos

    Duração: 60 minutos

  • Processo de Criação

    A partir da premissa de que arte se aprende com a própria arte, vendo e fazendo, investimos na apreciação e análise de obras inseridas no universo cômico com a intenção de mapear mecanismos de criação poética e transpô-los para exercícios e criações do grupo. Buscamos referências tanto nos circos de lona quanto nos grandes nomes do cinema e do circo, como Grock, Charlie Rivel, Os Irmãos Colombaioni, Charles Chaplin, Fellini, Buster Keaton, Oscarito, etc… Tendo em vista a natureza cômica do espetáculo utilizamos a improvisação como principal ferramenta para a criação das cenas e para os treinamentos técnicos do grupo.

  • Ficha Técnica

     

    Direção

    Roberto Mallet

    Elenco

    Carolina Delduque

    Douglas Novais

    Henrique Vasques

    Jaqueline Pascholati

    Julia Cavalcanti

    Marina Milito

    Cenografia

    Roberto Mallet e Os Geraldos

    Texto

    Os Geraldos e Roberto Mallet

    Figurinos

    Os Geraldos

    Maquiagem

    Os Geraldos e Heloisa Cardoso

    Iluminação

    Douglas Novais e Roberto Mallet

    Técnico de luz

    Guilherme  Bertin

    Técnico de som

    William Oliveira

     Produção

    Os Geraldos

    Assessora de Imprensa

    Paula Mathenhauer Guerreiro

  • Necessidades Técnicas

    Observação: O início do espetáculo ocorre no hall de entrada do teatro, antes da entrada do público, quando os atores/personagens vendem pipoca, refrigerante e pirulito.

     Espaço Cênico:

    - Cortina ao fundo, de 6m de altura x 5m de comprimento.

    - Três pares de pernas laterais, 6m de altura x 1,5m de comprimento.

    - Três ribaltas delimitando circunferência no proscênio.

    - Espaço cênico delimitado por cortina, pernas laterais e ribaltas: 6m x 6m.

    - Profundidade coxia fundo (atrás da cortina): 1,5m.

    - Estrutura necessária:

    Varas de cenário ou cabos para fixação de cortina e pernas laterais.

    Tamanho ideal de palco: 7m de largura x 7,5m de profundidade.

    Observação: vide foto ilustrativa da iluminação e espaço cênico.

    Iluminação:

    - Geral Branca: 4 PC’s de 1000W.

    - Geral Âmbar: 4 PC’s de 1000W (referência de filtro: Supergel # 20).

    - Contra Branco: 4 PC’s de 1000W.

    - Contra Âmbar: 4 PC’s de 1000W (referência de filtro: Supergel # 20).

    Afinação: circular, restrita ao espaço cênico delimitado por ribaltas, pernas e cortina de fundo, acompanhando circunferência indicada pelas ribaltas.

    - Azul fundo (central, atrás da cortina fundo): 2 PC’s 1000W (referência de filtro: Supergel # 56).

    Afinação: cruzada, vazando por abertura central da cortina do fundo.

     – Verde diagonal frente: 2 Elipsos 1000W (referência de filtro: Supergel # 386).

    Afinação: cruzada, incidindo sobre o centro do palco, espaço entre as pernas do meio.

     – Plateia: 1 Set Light 1000W.

    Afinação: incidindo sobre a plateia.

    - Ribaltas (próprias): três ribaltas, cada uma com 8 lâmpadas 220V de 40W, divididas em 3 canais.

    Afinação: em semi círculo, no proscênio.

    Observação: vide foto ilustrativa da iluminação e espaço cênico.

    Som:

    - Aparelho de som com entrada para CD, 2 caixas de som e cabeamentos necessários.

    Necessidades diversas:

    - Ferro de passar disponível durante período de montagem.

    Tempo médio de montagem:

    Montagem de Cenário e afinação de luz: 3 horas

    Desmontagem: 40 minutos

    Ensaio Técnico: 50 minutos

    Observação: A afinação de luz deve ser feita após a montagem do cenário. A montagem de som ocorre simultaneamente à montagem do cenário.

    Carga/ cenário: Peso: 120 kg – Volume: 2,8m3

    Descrição da carga: 01 tonel de metal com 0,6m de diâmetro por 1m de altura desmontável em 5 partes, 01 mala cinza de 0,75m x 0,55m x 0,2m contendo rotundas de oxford vermelho, 03 ribaltas de madeira de 0,8m x 0,2m x 0,2m, estrutura de madeira desmontável de 2m x 0,9m x 1,15m, cadeira de madeira com espaldar de 0,4m x 0,4m x 1m, mesa de madeira desmontável de 1m x 1m x 0,4m.

  • Necessidades Técnicas para Espaço Aberto

    Observação: O início do espetáculo ocorre com os atores/personagens vendendo pipoca, refrigerante e pirulito para a plateia.

    Espaço Cênico: semi – arena de 6m X 6m, delimitada ao fundo por cortina e pernas laterais e à frente por 3 ribaltas dispostas em semi – círculo.

    O grupo possui:

    - Estrutura de tubo metálico para fixação das cortinas ao fundo e pernas laterais. Dimensões: 6m – comprimento; 2,5m – altura; 1m – profundidade.

    - Três ribaltas delimitando circunferência no proscênio.

    - Profundidade coxia fundo (atrás da cortina): 1,5m.

    - Espaço livre necessário para palco: 7m de largura x 7,5m de profundidade.

    Observação: vide foto ilustrativa da iluminação e espaço cênico abaixo.

     

    estrutura

     

    semi-circulo1

    Iluminação: pode ser simplificada para adequação ao espaço e horário da apresentação. Os PC’s podem ser substituídos por outros equipamentos de mesma intensidade (1000W).

    - 18 PC’s de 1000W

    - 2 Elipsoidais de 1000W

    - 1 Mini Brut ou Set Ligth de 1000W

    - 4 tripés para refletores

    - Mesa de luz com 12 canais

    - Ribaltas (próprias): três ribaltas, cada uma com 8 lâmpadas 220V de 40W, divididas em 3 canais.

    Afinação: em semi círculo, no proscênio.

    - 1 tripé frontal:

    - 2 PC’s (1 canal)

    - 2 PC’s (1 canal, âmbar referência de filtro: Supergel # 20)

    - 2 tripés nas diagonais frontais:

    - 1 PC em cada tripé (1 canal)

    - 1 PC em cada tripé (1 canal, âmbar referência de filtro: Supergel # 20)

    - 1 PC em cada tripé (1 canal, azul referência de filtro: Supergel # 56).

    Afinação: circular, restrita ao espaço cênico delimitado por ribaltas, pernas e cortina de fundo, acompanhando circunferência indicada pelas ribaltas.

    - 1 Elipso em cada tripé (1 canal, verde referência de filtro: Supergel # 386).

    Afinação: cruzada, incidindo sobre o centro do palco, espaço entre as pernas do meio.

    - 1 Mini Brut ou Set Light

    Afinação: incidindo sobre a plateia.

    - 1 tripé atrás da cortina:

    - 2 PC’s (1 canal, gelatina azul referência de filtro: Supergel # 56)

    Afinação: cruzada, vazando por abertura central da cortina do fundo.

    Observação: vide foto ilustrativa da iluminação e espaço cênico a baixo.

    Sonorização:

    - Aparelho de som com entrada para CD

    - 2 caixas de som e cabeamentos necessários

    - 3 microfones de lapela

    Necessidades diversas:

    - Ferro de passar disponível durante período de montagem.

    Tempo médio de montagem:

    Montagem de Cenário e afinação de luz: 2 horas

    Desmontagem: 40 minutos

    Ensaio Técnico: 50 minutos

    Observação: A afinação de luz deve ser feita após a montagem do cenário. A montagem de som ocorre simultaneamente à montagem do cenário.

    Carga/ cenário: Peso: 200 kg – Volume: 3,5m3

    Descrição da carga: 01 tonel de metal com 0,6m de diâmetro por 1m de altura desmontável em 5 partes, 01 mala cinza de 0,75m x 0,55m x 0,2m contendo rotundas de oxford vermelho, 03 ribaltas de madeira de 0,8m x 0,2m x 0,2m, estrutura de madeira desmontável de 2m x 0,9m x 1,15m, cadeira de madeira com espaldar de 0,4m x 0,4m x 1m, mesa de madeira desmontável de 1m x 1m x 0,4m, 34 tubos metálicos de 1m e 1,5m e 17 conexões de tubos metálicos.

     

  • Histórico Resumido

    2007: Números foi apresentado como primeiro estudo em dezembro na Universidade Estadual de Campinas.

    2008: Em março, foi realizada nova apresentação do estudo na Universidade Estadual de Campinas. Em julho, estreou no II Festival de Teatro da Região Metropolitana de Campinas, onde foi vencedor do prêmio de Melhor Espetáculo; no mesmo mês houve nova apresentação na Universidade Estadual de Campinas. Em setembro, participou do FESTCAL (Festival de Teatro de Campo Limpo, São Paulo – SP), no qual recebeu os prêmios de Melhor Maquiagem, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Atriz Coadjuvante e foi indicado aos prêmios de Melhor Ator, Melhor Dramaturgia, Melhor Iluminação e Melhor Figurino. Ainda em setembro, participou do Festival Nacional de Teatro de Mogi Mirim, onde recebeu os prêmios de Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Figurino, Melhor Atriz (para o conjunto de atrizes) e Melhor Ator (para o conjunto  de  atores)  e  foi   indicado   a   Melhor   Iluminação. Em outubro, foi apresentado na VI Mostra Jacareiense de Artes Cênicas em Jacareí; no mesmo mês houve apresentação no Espaço Cultural Semente em Campinas.

     

    2009: Em março, participou do 1° Festival de Teatro de Atibaia recebendo os prêmios de Melhor Direção, Melhor Dramaturgia, Melhor Maquiagem, Melhor Ator Coadjuvante e as indicações de Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Trilha Sonora, Melhor Figurino e Melhor Iluminação. Nesse mesmo mês, foram feitas quatro apresentações na Universidade Estadual de Campinas. Em setembro, foi apresentado no II Festival Internacional de Teatro de Dourados (Dourados – MS) e, em novembro, o espetáculo foi convidado da Mostra de Artes de Cunha (Cunha – SP). Em dezembro, realizou curta temporada no Teatro Arte e Ofício (Campinas – SP).

    2010: Em janeiro, participou da “Mostra Paralela” do Janeiro Brasileiro da Comédia em São José do Rio Preto, realizando duas apresentações. Foi selecionado para participar do Circuito Cultural Paulista (projeto da Secretaria Estadual de Cultura em parceria com as Prefeituras Municipais) com apresentações de março a junho nas cidades de Paraguaçu Paulista, Lorena, Taquarituba, Pompéia, Dois Córregos e Itatiba. Em setembro participou do 4° Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora recebendo os prêmios de melhor figurino de espetáculo adulto, destaque do festival, melhor espetáculo adulto e melhor trilha sonora de espetáculo adulto. Em setembro também participou do 17° Festival de Teatro de Florianópolis – Isnard Azevedo. Em outubro participa da 3° Mostra de Teatro de Jundiaí e do Festival Nacional de Teatro de Carapicuíba. Em novembro participou da Mostra Nacional de Teatro de Foz do Iguaçu e do Festival Internacional de Accíones Escénicas em Lima, Peru.

     2011: Iniciou o ano com apresentação na Campanha de Popularização do Teatro de Campinas, em fevereiro, no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes – Campinas. Em abril participou do 4° Festival Paulista de Circo de Limeira. Foi contemplado pelo ProAC número 22 com o projeto “Bebedouro-SP” de difusão cultural, onde ocorreram duas apresentações do espetáculo números para a comunidade bebedourense. Em Julho de 2011 participou do Festival Internacional de Teatro de Blumenau – FITUB, levando os prêmios de melhor espetáculo, melhor conjunto de atores, melhor figurino, além de uma menção honrosa para o personagem da peça Tomas. Realizou também apresentações no Galpão do Folias em São Paulo e uma gratificante temporada no Nordeste do país, passando por Maceió, Campina Grande e Recife.

    2012: Logo no início do ano o espetáculo esteve em Araçuaí-MG, depois passou pelo SESC São Carlos e participou da Virada Cultural na cidade de Botucatu com uma versão do espetáculo em esquetes para o público que aguardava as apresentações musicais e recebeu com bastante empolgação as apresentações. No mês de agosto o espetáculo esteve em breve temporada na I Jornada Teatral – Os Geraldos, em Campinas e realizou, em setembro, temporada em São Paulo no espaço dos Parlapatões. Passou ainda pelos festivais VI FESESTE em Avaré, Mosaico Teatral em Araçatuba e 35° FESTE em Pindamonhangaba.

    2013: Além de inúmeras apresentações ao longo do ano em SESIS de diferentes cidades do estado de São Paulo, o espetáculo circulou, em junho, por 9 cidades do interior através do Circuito Sesc das Artes. Em julho integrou a programação do Projeto Histórias de Picadeiro contemplado pelo Prêmio Funarte Petrobrás Carequinha de Estímulo ao Circo, com apresentações em Sorocaba e Rincão. Em agosto realizou uma apresentação comemorativa de 5 anos de aniversário no teatro municipal Castro Mendes. Em Setembro uma das cenas do espetáculo foi apresentada no 6° Festival Paulista de Circo em Piracicaba para aproximadamente 900 espectadores. O espetáculo abriu o 1° Festival São Carlense de Teatro e fechou o 10° Festival de Cenas Curtas de Sumaré. Participou também da I Mostra Compartilhada em Tatuí com parceria do Projeto Ademar Guerra.

  • Teaser do Espetáculo

  • Arquivos para Download

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